Eu conheci você, porque eu precisava de alguém assim. Alguém me me ouvisse e não julgasse, que não exigisse de mim tanto quanto eu já exijo. Alguém que eu possa dormir sem me preocupar se vai estar aqui quando eu acordar, porque eu sei que vai e ao mesmo tempo que eu não me sinta tão desconfortável por não ser capaz de ser boa o bastante. Eu procurava muito e encontrei você.


Carpejar.  

Não gosto de ficar em cima do muro, por isso tomo partido, tomo decisão. Minhas opiniões são fortes, assim como meu gênio. Tem vezes que sei ser bem ranzinza, principalmente se estou com alguma coisa entalada na garganta ou de saco cheio de alguma situação. Quando algo me desagrada fecho a cara. Ou fico muda. Sou irônica e implicante. Quando pego implicância, ninguém me segura. Nem eu.


Clarissa Corrêa. 

É como ter sono e não querer dormir por medo de acordar no dia seguinte. É como querer sair de casa e não querer ver gente. Dar marcha ré querendo ir para norte, sem bússola, sem mapa, sem sul. A contradição é maravilhosa quando não se tem borracha. Ela fica ali, impregnada e do jeito que ficar, colou. Sem correção, sem gramática… São só vontades que um dia alguém calou. Embebido numa overdose que tem gosto de certeza, dispenso as seringas e os papéis enrolados de pó. Eu dispenso tudo o que for menos louco que você, que me contrarie menos que o desejo de te ver e logo em seguida apagar para que ninguém mais veja. A tua morte é que minha memória também te sente. E nela você é imortal, como o paradoxo do meu amanhecer. Eu não preciso mais da tua carne, da tua cama, dos teus contornos. É o braile da minha sede que te desenha, mas não quero a água. Você nunca será capaz de compreender um andarilho que morre ao lado do oásis, por medo de comer areia e miragens. É isso. Medo. O medo de te deixar foi tanto, que te deixei, para não ter que deixar. É como queimar a língua após uma sopa quente. Eu não tenho paladar, mas eu ainda tenho fome. E é a fome que me dá prazer, não mais a comida. Mas a fome também é ruim. Com o sabor, eu perco o prazer da fome. Eu como por comer. Eu perco o sabor da sede e eu bebo por beber. Eu perco a beleza da tristeza e sou feliz por culpa da futilidade da felicidade. Eu perco a graça da loucura e sou racional só pelo fato de não ser quadrúpede, relinchar ou cacarejar. Eu grito, eu grito, eu grito, EU GRITO, eu grito. Mas o mundo é surdo e mímico, o mundo é minimalista, o mundo é minúsculo, o mundo é o amanhã, o mundo é contraditório. Eu morro longe de mim pra você não descobrir que já vivi, e só vivi pra te matar dentro de mim. Eu morro, sim, eu morro. E acordo amanhã, sem ter pelo que chorar.


Cinzentos.  

As pessoas costumam chamar de loucura,
aquilo que não conseguem entender.


Titanicos 

E o céu que chorou hoje, já sorriu em outros dias, já brilhou em outras noites.


Rômulo Eduan. 

Cuidado com seus pensamentos, pois eles se tornam palavras. Cuidado com suas palavras, pois elas se tornam ações. Cuidado com suas ações, pois elas se tornam hábitos. E cuidado com seu caráter, pois ele se torna o seu destino. O que nós pensamos, nós nos tornamos.


A Dama de Ferro. 

Você não sabe o que é a perda. Porque ela só ocorre quando você ama alguém mais do que você mesmo.


Gênio Indomável 

Não sou nada especial; disso estou certo. Sou um homem comum, com pensamentos comuns e vivi uma vida comum. Não há monumentos dedicados a mim, e o meu nome, em breve, será esquecido, mas amei uma pessoa com toda a minha alma e coração e, para mim, isso sempre bastou.


– Diário de uma paixão 

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